Mostrando postagens com marcador seminário integrador8. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador seminário integrador8. Mostrar todas as postagens

junho 27, 2010

Desenvolvimento moral x reflexões

Anomia, heteronomia e autonomia são as três fases do desenvolvimento moral, segundo Piaget.

Anomia: é a primeira fase, a fase pré-moral, natural da criança pequena, egocêntrica, onde as necessidades básicas determinam as normas de conduta e as atividades motoras são centradas na própria criança.

O indivíduo joga com ele mesmo.

Heteronomia: nessa fase a criança começa a perceber o outro, e perceber que a verdade e a decisão estão centradas no outro, partem do outro, no caso um adulto, a regra é exterior ao indivíduo.

Há apenas o respeito à autoridade. Não há consciência, nem reflexão, apenas obediência.

Autonomia: aqui o indivíduo adquire a consciência moral, possui princípios éticos e morais.

Para Piaget um dos principais objetivos da educação é a busca constante da construção da autonomia. Logo, as experiências escolares deveriam ser estruturadas na colaboração, cooperação e intercâmbio de pontos de vista, na caminhada conjunta para o conhecimento. Ele caracterizava "Autonomia como a capacidade de coordenação de diferentes perspectivas sociais com o pressuposto do respeito recíproco".

Uma tarefa difícil, mas não impossível...

Consegui, através das reflexões diárias propostas à turma, que todas as alunas e todos os alunos revissem sua postura no espaço escolar e, a partir daí, trabalhar de forma cooperativa no grande grupo. Pretendo continuar este trabalho até que todas as crianças consigam trabalhar em pequenos grupos, pois acredito que assim irei colher bons frutos no que diz respeito ao processo de ensino-aprendizagem e também, no que diz respeito a tolerância e aceitação das diferenças (etnia, raça, gênero, classe social, religião...).

junho 18, 2010

Teatro - palitoches

"Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo..."(ABRAMOVICH, 1997)

Para encerrar o estágio usei o clássico Branca de Neve e os sete anões, as alunas e os alunos da turma "C" modernizaram a história.

Como tem surtido um efeito muito positivo as conversas e as reflexões das alunas e dos alunos sobre seus atos e atitudes e todas/todos têm demonstrado um crescimento significativo, resolvi usar o teatro de palitoches - que aprendi a fazer no terceiro semestre na interdisciplina de Literatura Infato Juvenil e Aprendizagem - para encenar o texto modernizado e suas personagens, no último dia do semestre na mostra de trabalhos da escola.

As personagens foram confeccionadas na quinta-feira e hoje, sexta-feira, ensaiamos um pouco para ver como ficou. Confira abaixo estas personagens, meus alunos e minhas alunas.


ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. [e.ed., 1991], 5.ed. São Paulo: Scipione, 1997

junho 15, 2010

Décima Semana

O estágio supervisionado realizado no oitavo semestre do curso de graduação em Pedagogia à Distância estava previsto para acontecer em nove semanas ou cento e oitenta horas, porém como houveram dois feriados, uma ponte e um dia de conselho de classe na minha escola o estágio teve que ser extendido em mais uma semana, sendo assim, inclui a Décima Semana, pois faltaram um total de quatro dias.

O projeto de estágio que estou desenvolvendo é sobre reconto ou modernização de contos de fadas, músicas e histórias infanto juvenis. Na sexta semana fiz uma enquete com meus alunos e alunas para saber qual a história que queriam trabalhar, ganhou o clássico Três Porquinhos, sendo que Branca de Neve e os sete anões ficou em segundo lugar. Resolvi então, para a última semana de estágio "presentear" as meninas com este clássico, pois elas trabalharam muito bem a Sétima Semana com o tema da copa do mundo de 2010, tema este de interesse exclusivo dos meninos.

Todas as meninas e os meninos da turma C, pediram que eu repetisse o trabalho com Movie Maker feito na nona semana, incluindo as fotos deles/delas na filmagem. Estou pensando em fazer um filme sobre a música dos sete anões. Farei uma postagem sobre este trabalho...

junho 12, 2010

Ninguém = Ninguém

Como eu tenho trabalhado com as alunas e os alunos as questões sobre respeito, cooperação e outras, usei o livro de Regina Otero e Regina Rennó "Ninguém é igual a ninguém" - sugestão da colega Kátia Diehl -, nesta semana. Como eu costumo acrescentar uma música no planejamento da semana, pensei em usar a música dos Engenheiros do Hawaii com o mesmo nome do livro. Usei, mas para que as crianças tivessem interesse em ouvir esta música, que após eu confirmei o que já tinha suspeitado - elas não conheciam esta banda e nem a música - usei o movie maker para fazer o filme com a música e as fotos da alunas e dos alunos.

Esta tecnologia eu aprendi a usar no quinto semestre do curso de Pedagogia à Distância (PEAD) quando trabalhamos com Projetos de Aprendizagem.

No primeiro momento da aula, após as reflexões, distribuí a letra da música digitada e com as linhas numeradas para que as crianças pudessem acompanhar a leitura. Depois da leitura perguntei se conheciam aquela música e a banda. Ninguém nunca tinha ouvido falar...Então disse que tinha uma surpresa pra elas e mostrei o filme no notebook. As crianças adoraram se ver na tela queriam assistir mais e mais. Quando a supervisora/orientadora Neusa Chaves Batista e a tutora Andréa Gallego entraram na sala as crianças pediram para eu mostrar o filme.

Hoje resolvi colocar o filme no youtube para compartilhar com vocês.




Referências

OTERO, Regina; RENNÓ, Regina. Ninguém é igual a ninguém. São Paulo: Editora do Brasil, 1994

Ninguém é igual a ninguém - Engenheiros do Havaí

Disponível em <http://www.youtube.com/watch?v=eLNNG7e6VFs&feature=related>

Acesso em: 05 de junho de 2010

junho 05, 2010

Reflexões

Como os alunos e as alunas estão constantemente em conflito - suas relações sociais não são nada boas - usei o início da aula de quarta-feira para que as crianças refletissem sobre os acontecimentos dentro do espaço escolar.

Foi um momento bem especial, todas as crianças respeitaram o momento em que o/a colega estava expondo o que lhe incomodava. Alguns meninos comentaram que estavam gostando da conversa, pois ficam muito aborrecidos com as coisas que as meninas falam para/sobre eles.

Usarei este recurso diariamente para que consiga, assim, manter as crianças em harmonia, pois acredito que estes aspectos de colaboração, participação e respeito influem diretamente na aprendizagem das crianças.

junho 04, 2010

Ninguém é igual a ninguém

Na aula presencial do dia 02 de junho, quarta-feira passada, conversando com a colega Kátia Diehl a respeito dos conflitos que acontecem em minha sala de aula ela sugeriu que eu trabalhasse com a história "Ninguém é igual a ninguém" de Regina Otero e Regina Rennó.
Aceitei a sugestão e irei trabalhar na nona semana de estágio.

Acho que estou no caminho certo para sensibiliar as crianças no sentido de aceitação de todas dentro da sala de aula e quanto ao recreio e a educação física, onde meus alunos e minhas alunas dividem o pátio com as outras turmas, desenvolvo reflexões diárias sobre as questões de violência e dou sugestões de brincadeiras que podem ser usadas nestes espaços.

maio 24, 2010

Trabalhar em Grupos...

Trabalhar com as alunas e os alunos em grupo...

Trabalham cooperativamente ou simplesmente trabalham agrupados?

Esta é a visão das pessoas que observam minha turma trabalhando, simplesmente trabalham agrupados, pois não há cooperação, tolerância, solidariedade e aceitação das diferenças.

Para mudar isto, no início da aula, sentamos em círculo com as cadeiras para conversar (refletir) sobre o trabalho em grupo. Perguntei se gostavam, o que pensavam a respeito e qual era a importância de trabalharmos desta maneira. Todas as crianças têm clara a ideia de cooperação.

A experiência que farei nesta semana para ver se a turma conseguirá trabalhar cooperativamente em grupo, é sobre a Copa/2010.

Hoje trabalhamos com um texto informativo e na hora de realizar as atividades propostas - pintar as bandeiras de alguns países e o mascote Zakumi - as crianças tiveram que recorrer ao álbum de figurinhas que os meninos estão colecionando.

Todos os dias quatro meninos trazem seus álbuns para a sala de aula, mas justamente hoje que nós precisamos, só um aluno trouxe e mesmo assim houve cooperação entre os membros dos grupos. O menino dizia as cores da bandeira da Itália, por exemplo, e cada aluno ia dizendo pro seu grupo e ajudando quem não havia escutado.

Colamos os mascotes em volta do mapa da África do Sul para enfeitar o mural do saguão da Escola.
Trabalhar em grupo é importante para mim, pois acredito que facilita a aprendizagem. Quando uma criança não entende uma determinada atividade, vejo os colegas de grupo ajudando, orientando. Trabalho desta forma há mais de treze anos. Sei que há cooperação entre as crianças.
O que está faltando em minha turma é um trabalho mais aprofundado sobre as diferenças, o respeito e a aceitação das mesmas.

maio 21, 2010

Parando para tentar "acertar"...

Está na hora de parar!!! Tudo está errado...

Ontem uma aluna chamou um colega de "negrinho da vila".

Minha sala de aula as vezes parece um campo de batalha. O recreio é um verdadeiro inferno. As crianças não conseguem, mesmo que elas queiram, trabalhar em grupo.

Não costumo sair da sala de aula, mas hoje tive que ir à secretaria verificar um documento e quando estava voltando, ouvi os gritos das crianças e vi alguns alunos correndo e outros falando "lá vem a professora".

Lembrando o que Liseane Camargo escreveu "A regra precisa ser conhecida e debatida pela criança e compreendida dentro de um ou mais contexto moral. Se a regra estiver sempre associada à presença da autoridade e à punição ou recompensa da atitude, as crianças passam a considerar que, na ausência do professor, a regra perde a validade." E foi isto que eu percebi. As crianças, longe dos olhos dos adultos, longe da autoridade nem lembram que existem regras.

A professora orientadora Neusa Chaves Batista escreveu, após observar minha turma o seguinte comentário: " No meu entendimento as crianças/alunos(as) da tua turma ainda não conhecem o sentido de trabalhar em grupo de modo cooperativo. Entendo que este sentido deve ser trabalhado antes/durante a proposição de práticas pedagógicas inovadoras, pois, a maioria destas práticas estão calcadas em princípios como a participação, cooperação, colaboração (entre escola-aluno, aluno-aluno, aluno-professor, escola-comunidade).Trabalhar com os alunos/as estes princípios os auxília a compreender a dinâmica das relações sociais nos diversos espaços de construção de sociabilidades (dentre estes a escola), possibilitando-lhes o desenvolvimento de princípios e valores como solidariedade, cooperação, tolerência e aceitação das diferenças (etnia, raça, gênero, classe social, religião...)."
Continuo lendo sobre a moralidade na escola (Desenvolvimento moral segundo Piaget) para entender o comportamento das(os) alunas(os) dentro da sala de aula.

Vamos trabalhar na semana seguinte a copa do mundo 2010 e acho que é uma excelente oportunidade para trabalhar a diversidade.

Referência
CAMARGO, Liseane Silveira. Reflexões sobre a moralidade na escola. Artigo baseado em dissertação de Mestrado.
Disponível em:
http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=370
acesso em 21 de maio de 2010

maio 15, 2010

Conflitos: limites - violência

Tem sido muito difícil conseguir manter o interesse dos alunos e das alunas o tempo todo. Diariamente as crianças brigam agredindo-se violentamente. Em alguns momentos eu fico sem saber como agir, em outros simplesmente retiro-os da sala de aula. Isto tem me angustiado muito, além da preocupação com o desenvolvimento cognitivo da turma.

À noite, quando não consigo dormir pensando nos acontecimentos do dia, tenho algumas ideias e na noite passada lembrei-me da interdisciplina do sétimo semestre Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II e nos textos que tratavam exatamente sobre as questões de limite, moralidade e violência na escola.
Percebo que "Nossa sociedade precisa de cidadãos autônomos capazes de pensar, e não apenas de obedecer a regras preestabelecidas" (PIAGET, 1996, p. 32) e para poder ajudar minha turma começo a reler os textos disponibilizados na biblioteca da interdisciplina.

maio 07, 2010

Quarta Semana

Quando mostrei a música que escolhi para trabalhar durante esta semana e homenagear as mães, todas as crianças gritaram de alegria e já saíram cantando. Todas conheciam a música e sabiam cantar. Em algumas partes se atrapalhavam, mas logo se orientavam e seguiam cantando. No final da semana, mais precisamente na quinta e sexta-feira, os meninos já não aguentavam mais escutar esta música. Ensaiamos duas vezes na quinta-feira e na sexta-feira nos preparamos, arrumamos a sala para receber as mães. Lhes oferecemos refrigerantes e bolachas com o troco do dinheiro arrecadado para comprar as toalhas e as tintas de tecido. Foi bem simples a festinha, mas todas as mães ficaram contentes com a performance de seus filhos e filhas.

Digitei a letra da música e fiz cartões móveis para as crianças montarem o texto. Como a música é longa, várias crianças cansaram logo e se desinteressaram, contei com a juda dos meninos para terminar de montar o painel. Na hora de confeccionar as figuras para ilustrar a música e colar no lugar, todos participaram entusiasmadamente.

Hoje várias mães comentaram que notam a diferença na hora de fazer o tema de casa. Seus filhos não conseguiam realizar as atividades sozinhos. Atualmente as crianças fazem o dever de casa sozinhas e sem reclamar por estarem cansados ou com preguiça.

maio 06, 2010

Repetição

Estamos ouvindo, trabalhando com a letra da música "Fico assim sem você", cantada por Adriana Calcanhotto, e ensaiando para homenagear as mães na sexta-feira, dia 07/05/2010.

As crianças adoram esta música, todas cantam entusiasmadas, mas tem uma meia dúzia de alunas que pede: "de novo, de novo!!!" e os outros alunos já não aguentam mais. Hoje, no final da tarde, foi a gota d'água. Os dez meninos foram unânimes, não querem mais ouvir esta música, já estão cansados. Fizeram eu prometer que amanhã não haverá ensaio, só cantarão na hora em que as mães chegarem e ponto final.




Os meninos estão "alucinados" com a nova febre: álbuns de figurinhas da Copa.

Vou aproveitar esta "febre", mas ainda não sei bem o que fazer. Estou pensando...

maio 01, 2010

Construindo os números

Como a semana que vem antecede o dia das mães, combinamos de não usarmos literatura, mas uma música para homenageá-las.

As crianças, nesta terceira semana, estão mais dispostas a escrever. Digo isto porque na primeira semana não tinham segurança para escrever, achavam que não sabiam e não tentavam, outros tinham medo de “errar” por serem repetentes e ouvirem da professora do ano passado: “está errado e não é assim que se escreve!” Escrevem e correm para me mostrar. Seus olhos brilham quando digo que é assim que se escreve, mesmo quando questiono se está faltando alguma letra e peço que leiam até descobrirem qual está faltando para chegar à grafia correta.

No primeiro dia desta semana conversamos sobre o sonho que cada um tinha de ser quando crescesse. Pedi que escrevessem o seu sonho no caderno. Todos escreveram. Ao longo da semana trabalhamos as palavras da história (Pelegrino & Petrônio) e as dos sonhos que foram listadas, surgindo, assim, um número bem maior de palavras.

Comentei com as crianças que tenho uma coleção de tampinhas de garrafas e perguntei se gostariam de colaborar trazendo mais tampinhas durante a semana. A coleção aumentou consideravelmente e combinamos que a caixa de contagem ficaria na sala de aula para nos auxiliar na construção dos números, pois a maioria das crianças não consegue representar os números além do dez. Tenho usado a numeração das linhas do texto e das palavras nas frases para contar, grafar e discutir com a turma os antecessores e sucessores. Na sexta-feira construímos uma tabela no caderno com os números de 1 a 30 e percebi que a maioria tem dificuldade na representação, então nas próximas semanas usaremos as tampinhas até que todos consigam entender e representar os números.

abril 30, 2010

Ética

Comecei esta postagem escrevendo sobre uma determinada aluna, mas aqui não é o lugar para este tipo de mensagem, pois é um espaço público e jamais poderia expor uma das crianças com as quais trabalho, então transferi para meu pbworks esta reflexão...
"Não se mede o valor de um homem pelas suas roupas ou pelos bens que possui, o verdadeiro valor do homem é o seu caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais". Charles Chaplin

abril 24, 2010

Grupos?!!!

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem." Carlos Drummond de Andrade

No início do curso usei esta frase do Drummond em meu pbworks, pois sempre acreditei que devemos promover a integração, a colaboração, a participação... entre os alunos e as alunas. Eu consigo tudo isto formando grupos ou usando as classes dispostas em "U" na sala de aula.Como eu divido a sala de aula com uma colega no turno inverso, todos os anos é uma chateação, pois ela não consegue trabalhar como eu, em grupos. No ano passado eu troquei do segundo para o primeiro ano, a sala faz parte do espaço da educação infantil, lá as mesas são redondas e pequenas, próprias para alunos com seis anos, não precisava "arrumar" as mesas.

Houve uma confusão no início deste ano letivo e eu retornei ao segundo ano e para a minha antiga sala de aula com classes individuais. Mais uma vez a chateação. As senhoras que fazem a limpeza pediram que eu arrumasse as classes diariamente, pois elas não têm tempo. Fui falar com a diretora e esta veio com o argumento de que a colega do turno da manhã estava usando o programa Alfa e Beto, a sala está lotada e ela precisa fazer a avaliação individual e não pode arrumar a sala diariamente. Propus que cada semana uma arrumasse a sala, mas não aceitaram!!! Mesmo eu usando o argumento de que estou fazendo estágio e que o ideal seria usar as classes em grupo, nada feito.

Resultado: todos os dias vou para a escola meia hora antes da entrada para arrumar as classes.



Aqui as classes estão organizadas em duplas. É o máximo que a colega consegue trabalhar em se tratando de agrupamento.






Nesta foto meus alunos e minhas alunas (em grupo) estão segmentando as palavras do jogo do bingo e mostrando o número de letras com os números móveis.

abril 23, 2010

Tempo...paciência...afeto...

Como na semana passada a leitura do livro escolhido era relativamente extensa e eu havia percebido que a dificuldade da grande maioria da turma era em fazer a reescrita da história da Chapeuzinho Vermelho, resolvi começar a semana com a escrita de um texto menor. Após ler a história dos “Dez amigos” de Ziraldo, propus que as crianças fizessem duas listas de palavras, uma com o nome dos dedos da mão e a outra com o nome “popular”, pois na história há esta comparação.

Os alunos que já escrevem conseguem perceber e usar a segmentação das palavras nas frases, mas ainda tem um que não consegue.
Diariamente os alunos e as alunas se ajudam na hora do ditado, mesmo que eu diga que é individual e que devem fazer sozinhos, sempre têm os que copiam ou dos colegas ou do caderno. Para ver como está a escrita, peço que venham ao quadro e escrevam algumas palavras.

O retorno dos pais quanto ao tema foi 99,9% atendido. Somente uma aluna continua não entregando o tema. Sua mãe estava presente à reunião, mas com certeza ela não revisa o caderno da filha, pois mandamos, o SOE e eu, um bilhete para que ela comparecesse à escola e ainda não obtivemos o seu retorno. Vou continuar insistindo... Nas aulas ela tem participado, pois antes ela não fazia as atividades, não respondia aos estímulos lançados por mim, até que na semana passada consegui que ela fosse ao quadro segmentar uma frase do texto. Ela subiu na cadeira (é muito pequena para alcançar no quadro) e eu a peguei no colo para que as crianças conseguissem enxergar o que ela tinha feito. A partir deste dia seu comportamento mudou. Ela me abraça e tenta fazer as atividades, porém ainda com um olhar meio desconfiado.

O momento que as crianças mais gostam da aula é quando elas participam dos jogos e quando tem educação física livre, pois os meninos adoram jogar futebol e as meninas de pular corda, mas infelizmente nesta semana choveu nos dois dias de educação física e nós ficamos a semana toda sem pátio e sem recreio, pois não há espaço suficiente para as crianças brincarem na área coberta.

Fiquei surpresa na segunda-feira após mostrar a história “Os dez amigos” no notebook quando um aluno – já havia feito uma postagem comentando que ele e o irmão não gostavam de ouvir histórias – me falou que tinha um livro parecido com aquele. Eu perguntei se ele queria me mostrar e que trouxesse no outro dia. Na terça-feira o aluno trouxe o livro Pelegrino & Petrônio, de Ziraldo. Mostrei às crianças e todas disseram que queriam ouvir a história. Combinamos de usar na semana seguinte o livrinho.

abril 17, 2010

Medo de "errar"...

Agora no início está muito difícil de realizar a atividade da escrita do texto, pois as crianças não querem escrever, querem desenhar para representar a história. Somente dois meninos escreveram toda a história da Chapeuzinho Vermelho e a música. Eu fui a escriba no cartaz.

Durante a semana os alunos e as alunas realizaram atividades de segmentação de palavras nas frases e frases no texto, fiquei preocupada com alguns alunos que não conseguem representar graficamente os números.

Após a turma ir à biblioteca e escolher o livro que iremos trabalhar na semana seguinte (Os dez amigos de Ziraldo) e ler o comentário da professora Neusa na página do Projeto de Estágio tudo se encaixou... Escolher um “tema gerador” e trabalhar a grafia dos números.

Na quarta-feira realizei uma reunião com os pais/responsáveis dos/das alunos/alunas, para orientá-los quanto à realização do tema de casa e a importância do mesmo. Percebi que não tinham o hábito de fazer a tarefa em casa e muitos alegavam esquecimento: de trazer ou fazer. No último dia da semana todos trouxeram o tema.

Na sexta-feira fizemos o ditado das palavras significativas da história e constatei que uma menina copiou as palavras do tema de segunda-feira, que era ligar as personagens da história ao desenho.

Alguns alunos/alunas na segunda-feira estavam com medo de escrever o ditado – alunos/alunas repetentes que têm medo de “errar” – falavam que não sabiam escrever. Na sexta-feira fizeram tranquilamente o ditado. Estavam confiantes de que sabiam escrever.

abril 14, 2010

Papeis: ouvinte x leitor de histórias


Refletindo sobre o desafio que a Tutora Vanessa fez à postagem anterior:

Quando lemos uma historia para alguém precisamos fazer com que ele se interesse e compreenda o que estamos lendo, por isso é fundamental contar a história fazendo as vozes e os gestos.

E o ouvinte só tem que soltar a imaginação...



Quanto a postagem anterior:

Talvez este aluno (dez anos) pense que já está muito "velho" para ouvir historinhas e seu irmão (8 anos) concorda: faz cara feia e "diz que historinha não!!!", mas na aula em que a turma criou o texto coletivo o irmão mais novo participou ativamente da narrativa.

abril 08, 2010

Gosto pela leitura...

A Arquitetura pedagógica que escolhi para realizar o estágio são textos coletivos - reconto de uma historinha, de um gibi ou modernização dos contos de fada - para trabalhar com os alunos e as alunas.

Sempre que pego um livro de literatura infantil para contar uma história, dois alunos (irmãos) um com 8 anos e o outro com 10 anos, reclamam que não querem ouvir.

Pego livros pequenos para não cansá-los.

Como eles são extremamente tímidos, quando peço para contarem uma história se negam.

Estou programando para a próxima semana levar a turma à biblioteca e incentivar estes alunos a procurarem um livro de seu interesse.

Como incentivar uma criança a ler um livro se ela não gosta de ouvir histórias?

março 31, 2010

Novos rumos

Quando estou com problemas ou perdida, peço ajuda...

Estava muito angustiada, pois não sabia como realizar a atividade sobre a turma do estágio, mas fui aconselhada a desenvolver a atividade com minha própria turma, 2º Ano "C". E assim eu fiz. Já está lá no pbworks do estágio a descrição de minha turma e a Arquitetura Pedagógica que irei desenvolver com a mesma.

Textos Coletivos: Reconto de Histórias - Modernização de Contos de Fada

março 27, 2010

Aguardando...

A atividade do semestre de fazer uma postagem por semana de reflexões e análises das ações desenvolvidas no estágio está sendo prejudicada, pois ainda não sei em qual turma irei realizar o estágio.

As atividades à distância estão sendo realizadas, mas fiquei no meio do caminho...

Atividade I - 16 a 22/03
  • Criar um wiki para o estágio - Feito
Atividade II - 19 a 29/03
  • Elaborar, no wiki, uma breve aprensentação da estagiária - Feito
  • Criar uma página de apresentação da Escola - Em construção
  • Criar uma página de apresentação da turma e outra contendo o esboço da principal arquitetura pedagógica pensada para o estágio - Nada
Estou aguardando a decisão da 1ª CRE para saber em qual turma irei realizar o estágio.